quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Viagens internacionais pelo mundo. Eua: Nova York

Cosmopolita e apaixonante, Nova York tem muitas formas de ser conhecida.


Pensar em fazer uma viagem para um dos focos de uma crise mundial pode parecer loucura. Nova York nunca precisou de uma "desculpa" para ser visitada. Ainda mais num momento de tantas incertezas.

Você economizou, se preparou, encheu seu coração de coragem e, além do mais, merece colocar os pés na capital do mundo. Esta, portanto, é a sua chance de presenciar um momento histórico e conhecer uma das cidades mais visitadas em transformação, que em 2008 recebeu número recorde de visitantes, 47 milhões de pessoas.

Dois acontecimentos históricos mudaram a vida do norte-americano e também do mundo. A vitória do primeiro afro-americano, Barack Obama, a um dos cargos mais cobiçados do planeta, de presidente dos Estados Unidos, é um deles. O outro, uma das maiores crises financeiras mundiais depois de 1929.

Nova York não recebe apenas um tipo de turista. Os roteiros para conhecer a cidade são infinitos e podem ser feitos até mesmo de forma temática, como conhecer, por exemplo, a cidade a partir de visitas a locações de grandes filmes rodados ali. Assim, como em qualquer lugar, o importante não é o número de dias rodados e, sim, como você os vivencia.

Para isso, pare, pense e reflita: como você quer conhecer NY?

A cidade ocupa o primeiro lugar no ranking como a mais populosa dos Estados Unidos. De acordo com o último dado fornecido pelo serviço nacional de recenseamento, em 2000, era possível ouvir cerca de 170 idiomas falados regularmente na cidade, que é divida por cinco distritos: Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island.

Margeada pelo rio Hudson, Manhattan corresponde à área mais rica de Nova York. É onde estão localizados o centro financeiro, na famosa Wall Street, a sede da ONU (Organização das Nações Unidas) e das principais universidades: Nova York University (NYU) e a Universidade de Columbia. A ilha de Manhattan pode ser dividida em três partes: Uptown (tradução literal para "parte de cima da cidade") possui no seu coração o Central Park. Ainda um pouco mais acima, a região é conhecida como "Way Uptown" (na tradução literal, "muito mais acima") é onde estão bairros como o Harlem.

O meio da cidade, Midtown, é a região em que se localiza o Rockefeller Center e bairros como Chelsea, Gramercy e Hell's Kitchen. E a parte de baixo da cidade, Downtown, onde se localizam, na ponta da ilha, o Financial District, em que já se pode avistar a Estátua da Liberdade; a ponte do Brooklyn e também a área onde estão os idolatrados bairros Tribeca, Chinatown, Lower East Side, West e East Village e Soho.

O interessante em Nova York é que a paisagem nunca é a mesma. Por mais que se passe um tempo nela, você nunca se comporta da mesma forma. As famosas rosquinhas Donuts já foram substituídas pelos deliciosos cupcakes. A febre das "iogurterias" que apareceram em cada esquina e levaram os novaiorquinos à loucura com sua guerra de preços também já passou. As galerias de arte do Soho 'caminharam' para o Chelsea, ao passo que o bairro do Harlem é revitalizado e, ao mesmo tempo, recebe com alegria a vitória de Barack Obama, fazendo ouvir os tambores afro-americanos em festa semelhante ao de 4 de julho. Daqui a um tempo, a onda pode ser totalmente outra.

O mundo numa cidade

É difícil identificar o cidadão novaiorquino. Hoje, porto-riquenhos, coreanos, chineses, sul-africanos, brasileiros, paquistaneses estão por trás do que se respira por ali. Portanto, ao comprar o bilhete de avião você já fez um bom negócio. Pagando para conhecer apenas uma cidade, você terá a oportunidade de visitar outras do mundo. Prepare-se para uma metrópole única e tenha certeza que, ao voltar, sua cabeça não será a mesma.

Viagens internacionais pelo mundo. Eua: Los Angeles

Parques temáticos, Hollywood e eventos culturais fazem de Los Angeles a capital mundial da indústria do entretenimento.


A combinação de parques temáticos, estúdios de cinema, museus e espetáculos de música e dança é o que leva cerca de 26 milhões de visitantes por ano a Los Angeles, nos Estados Unidos. A Meca do cinema é também uma das capitais mundiais do entretenimento, ao lado de Las Vegas, Orlando e Nova York. A cidade, que oferece atrações para públicos de todas as idades, é uma ótima opção para viagens de férias com a família.

A visita a Los Angeles mostra a realidade dos cenários de cinema. Lá estão Hollywood, Beverly Hills, Malibu, Long Beach, Downtown e a até a violenta South Central, onde é gravada boa parte dos filmes americanos que têm como temática as brigas de gangues. Os estúdios de Walt Disney, da Universal, Warner Bros., ABC, CBS e NBC também estão instalados na cidade. A 50 km do centro, em Anaheim, fica a Disneylândia, o primeiro parque temático erguido por Walt Disney, criador dos personagens Mickey Mouse e Pato Donald.

Além disso, Los Angeles abriga pelo menos dois importantes museus, o Getty Center e o LACMA (Los Angeles County Museum of Arte), e dezenas de teatros, cinemas e grandes casas de espetáculo.

A noite de Los Angeles é tão agitada quanto o dia. Hollywood, Venice e Sunset Boulevard têm casas noturnas, bares e cozinhas de todos os tipos, mas quem não faz reserva antecipadamente pode ter de esperar até uma hora por uma mesa em um dos restaurantes da moda. Multiétnica, a cidade oferece expressões artísticas de várias partes do mundo.

Quem vai a Los Angeles na expectativa de fazer compras pode sair frustrado. A cidade é cara, e os artigos de luxo têm preço para super stars. Vale a pena visitar a Rodeo Drive, um dos centros comerciais mais sofisticados do mundo, mas quem quer economizar deve comprar nas lojas de pechinchas de Chinatown, no centro, ou na Third Street, em Santa Monica, onde se encontram grifes mais jovens, com artigos mais acessíveis do que os de Rodeo Drive.

Os custos com comida, bebida, hotéis, transportes e estacionamentos são altos. Um casal que decide levar os filhos à Disleylândia deve estar preparado para gastar pelo menos US$ 700 por dia, entre ingressos para quatro pessoas, alimentação, hospedagem e transporte. Somente em 2007, turistas e participantes de convenções deixaram US$ 14,2 bilhões na cidade, de acordo com informações do Los Angeles Convention and Visitors Bureau.

Geografia e história

Los Angeles tem aproximadamente 4 milhões de habitantes, segundo dados divulgados pelo governo norte-americano em 2007. É a maior cidade da Califórnia e a segunda mais populosa dos EUA, depois de Nova York, com 8,2 milhões de habitantes.

A cidade é ensolarada durante quase todo o ano. O clima é quente, com baixo nível de umidade, e as temperaturas médias da região ficam em 13ºC e 23ºC . Diferentemente de San Francisco, outra importante cidade da Costa Oeste dos EUA, é possível tomar banhos de sol e de mar no sul da Califórnia. Chove pouco, a temperatura da água é mais agradável e não há ventos frios na maior parte do ano. Nudismo, bebida alcoólica e fumo não são permitidos nas praias de Los Angeles.

A cidade é rodeada pelas montanhas de Santa Monica e de San Gabriel, municípios que integram a Grande Los Angeles, e tem 120 km de costa (de Malibu a Long Beach).

Foi inicialmente explorada por europeus em 1769. Dois anos mais tarde, o missionário franciscano padre Junipero Serra e um grupo de seguidores espanhóis fundaram a Missão de San Gabriel. Na época, o território era habitado por índios. A cidade começou a ser construída dez anos depois, em 4 de setembro de 1781, quando 44 colonos de Sonora e Sinaloa, no México, instalaram suas casas na região que hoje é conhecida como Downtown Los Angeles. Entre os colonos havia hispânicos, índios, negros e mestiços. Eles se misturaram aos índios que habitavam a área.

Inicialmente, o local foi chamado de Nuestra Senora La Reina de Los Angeles ou de Town of Our Lady the Queen of the Angels (Cidade da Nossa Senhora Rainha dos Anjos). Em 1835, o território foi oficialmente declarado cidade. Em agosto de 1846, soldados americanos chegaram ao local, que foi incorporado aos EUA em 4 de abril de 1850.

Viagens internacionais pelo mundo. Eua: Miami

Exibida e histórica, Miami é opção para todos os estilos de viajantes.


Miami é mesmo vaidosa e parece pouco tímida na hora de exibir seus dotes aos que chegam à principal porta de entrada para a Flórida, estado localizado no sul dos Estados Unidos.

Em Miami Beach, parada obrigatória para quem visita a cidade, o dia mal escurece e a arquitetura de tons pastéis do Art Deco District ganha o brilho exagerado dos neons dos hotéis e casas noturnas; a Ocean Drive e suas paralelas se enchem de carrões sob o comando de cinquentões acompanhados de moças com corpos esculpidos em academia; e os visitantes mais consumistas se esforçam para carregar sacolas com nomes de grifes estampados em letras nada discretas.

A cidade é tão exibida que, de tempos em tempos, ressurge como cenário para algum seriado americano de alcance mundial. Foi assim com as investigações policiais de Miami Vice, nos anos 80, e CSI: Miami, há quase uma década. É tanta inspiração que a cidade acaba de voltar-se para os holofotes na recém-lançada (e misteriosa) série ?The Event? que emprestou a sofisticação de Coral Gables, um dos mais belos cenários de Miami, para abrigar a residência de praia do fictício presidente americano, Elias Martínez, interpretado pelo ator Blair Underwood.

Porém quando aquelas luzes se apagam, o dia seguinte revela uma Miami que poucos se lembram de querer conhecer e o visitante descobre uma cidade capaz de mudar a opinião até do mais receoso dos viajantes ou surpreender aqueles que ainda encaram as compras como únicas possibilidades no destino.

Em pleno centro da cidade, uma atração chama a atenção. Tão imponente quanto os altos edifícios espelhados que tentam ofuscar-lhe a beleza, a Freedom Tower ainda relembra, saudosa, o tempo em que esse edifício de 1925 com arquitetura inspirada nas torres da Giralda, na Espanha, abrigava refugiados cubanos, nas décadas de 60 e 70.

Em South Beach, as construções em estilo art déco dos anos 20 e 30 ainda podem ser apreciadas na agitada Ocean Drive, avenida que abriga clássicos da hotelaria e da arquitetura como o Colony Hotel, de 1935, e o Cardozo Hotel, de 1939. Sem contar a opção de excelentes e inusitados museus, como o Wolfsonian, um simpático espaço dedicado às últimas décadas do american way of life, e o World Erotic Art Museum, que dispensa apresentações.

Em Coral Gables, o visitante quase acredita que acaba de desembarcar em algum destino histórico do Velho Continente, do outro lado do Atlântico. Essa cidade dentro de Miami possui arquitetura em estilo mediterrâneo, cercada por fontes e boulevards arborizados. O bem sucedido projeto foi desenvolvido por George Merrick, ex-governador da Flórida que, na década de 20, idealizou uma região que reunisse, em um mesmo local, residências e negócios para os moradores.

É ali que atrativos como a Venetian Pool, piscina histórica esculpida em pedra coral, os jardins europeus do Vizcaya, casarão em estilo italiano de 1916, e o clássico Biltmore Hotel, declarado Patrimônio Histórico Nacional, provam que Miami é, sim, exibida. Mas não esquece seu passado.

Viagens internacionais pelo mundo. Brasil: São Paulo

Cultura, entretenimento e boa comida são alguns dos inúmeros atrativos de São Paulo.


É impossível não se surpreender com uma cidade que abriga mais de 10 milhões de habitantes. A 'Terra da Garoa', como foi carinhosamente apelidada, é uma cidade de incontáveis opções. Tantas são elas que parece haver uma para cada pessoa que descobre essa gigante e que, aos poucos, por São Paulo vai se apaixonando.

Muito além de ser somente um centro financeiro, a capital paulista recebe visitantes não apenas a negócios. Com particularidades que a equiparam às mais importantes metrópoles do mundo, São Paulo é um verdadeiro banquete para todo amante de eventos culturais, boa música, arte, gastronomia e, até mesmo, para aquele que só quer aproveitar o fim de tarde e contemplar o pôr do sol sob a sombra de uma árvore.

Conhecer a São Paulo do Brás, do Bixiga; a São Paulo do passeio a pé na Paulista; dos barzinhos da Vila Madalena; a São Paulo das feiras de rua; do centro, Anhangabaú, Sé e suas histórias; a São Paulo do 'Ibira'; do café da manhã na 'padoca'. Conhecer essa São Paulo dos paulistanos da Mooca deveria ser obrigação de todo viajante brasileiro ou estrangeiro para que, no período de uma visita à capital, tenha uma aula de como é possível juntar tanta gente diferente, única e interessante e que tem orgulho de dizer que mora aqui. São Paulo é uma verdadeira aula de Brasil.


Gastronomia, arte e vida noturna
Está à procura de um restaurante tailandês, indiano ou marroquino? Aqui tem. São Paulo possui cerca 12,5 mil restaurantes, de 52 tipos e etnias. Dos tradicionais bairros Bixiga, com sua comida italiana; Liberdade, reduto da colônia japonesa na cidade; às preferências gastronômicas 'alternativas', é possível encontrar os melhores locais para os amantes da boa mesa.

Aqui também estão as obras de arte mais importantes do Brasil. Masp, Pinacoteca do Estado, Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Sacra, Museu do Ipiranga e Museu Brasileiro de Escultura são alguns dos 88 museus existentes na cidade. Além das inúmeras galerias de arte e espaços alternativos de cultura. Se a idéia é se divertir em um espetáculo, São Paulo oferece opções que vão do erudito ao popular, dos antiquados aos descolados. São 120 teatros, 39 centros culturais e sete casas de espetáculos.

Para aqueles que procuram boas baladas, São Paulo é o lugar. Além da conhecida Vila Madalena, reduto de bares e botecos que agradam qualquer gosto ou estilo, São Paulo tem algumas das melhores casas noturnas do mundo. Conhecidos internacionalmente pela boa música, assumem as pickups das casas da Rua Augusta, Vila Olímpia, do bairro da Barra Funda, DJ's renomados do circuito e que não deixam a bola cair enquanto o sol ainda não está bem alto lá fora.

Museu a céu aberto

Nos moldes do famoso cemitério parisiense Père-Lachaise, São Paulo possui uma importante referência em arte tumular. O Cemitério da Consolação, mais antiga necrópole em funcionamento na cidade, é um verdadeiro museu a céu aberto.

Há 150 anos era o único da cidade e abrigava a população em geral. Com o passar do tempo, se tornou o lugar de descanso da elite paulistana e, além da preciosidade das obras que adornam os jazigos, começou a receber túmulos de inúmeras personalidades. Dentre elas estão nomes como os da Marquesa de Santos, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Monteiro Lobato, Campos Sales e Mário de Andrade.

Com a prosperidade da cafeicultura e o surgimento da elite dos barões de café, o cemitério passou a abrigar obras de arte produzidas por escultores de renome. Rodolfo Bernadelli, Victor Brecheret e Bruno Giorgi são alguns dos artistas responsáveis por toda beleza que se vê adornando os túmulos e mausoléus do local.

Eventos

Quer encontrar a sua tribo? Marque um encontro em São Paulo. Isso foi o que fizeram cerca de 3,5 milhões de pessoas que se reuniram na última Parada Gay realizada na cidade. O número de participantes foi maior que o evento de Nova York, que reuniu pouco mais de um milhão de pessoas, e o de Toronto, que contou com 900 mil participantes.

Arte UOL
Além da Parada do Orgulho GLBT, outro evento em acelerado crescimento é a Virada Cultural. Inspirada nas Nuits Blanches (Noites Brancas) parisienses o evento realizado pelo poder municipal reúne shows, teatro, espetáculos de dança, circo, literatura e exposições, em 24 horas ininterruptas de atividades. A maior parte dos palcos se concentra no centro histórico e, além das atrações, a Virada Cultural é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais da capital paulista à noite.

São Paulo sedia ainda festivais de música eletrônica como o Skol Beats, o festival de rock, jazz e MPB Tim Festival, a Corrida Internacional de São Silvestre, o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos e muitas outras feiras e festas ao longo do ano.

Passeios e atividades ecológicas

Se a viagem de negócios possibilita dar aquela esticadinha, não deixe de visitar alguns locais em São Paulo. Passear pelo centro é uma boa opção para os que desejam conhecer os marcos arquitetônicos da cidade: lá estão o Edifício Copan e o Edifício Itália, duas das construções mais importantes e conhecidas da cidade.

Também vale visitar a avenida Paulista, as feirinhas espalhadas pelos vários bairros da cidade, a Estação da Luz e o Mercado Municipal, com seus famosos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela.

Para aqueles que buscam o contato com a natureza ou querem manter a forma com uma boa caminhada, o parque Ibirapuera, que fica bem perto do centro da cidade, é uma ótima opção para descanso e lazer. Além dele, existem outros 53 parques e áreas verdes na cidade, como o parque Trianon, na avenida Paulista, o Horto Florestal e o Parque Estadual do Jaraguá, que exige boa forma daqueles que se aventuram por seus 45 mil metros quadrados de extensão.

Se a viagem inclui crianças e adolescentes - ou até adultos mais animados -, é interessante se preparar para uma visita a alguns dos parques temáticos da cidade. Para os pequenos, São Paulo oferece o Parque da Mônica e o Betinho Carrero. Também são opções o zoológico, o zoo safári, o Playcenter e o Hopi Hari.

Compras e negócios

São Paulo é considerada a capital sul-americana do consumo por sua diversidade de estabelecimentos e produtos comercializados. Se em sua carteira há apenas alguns reais ou, se o limite do cartão de crédito vai às alturas, a cidade tem algo a oferecer sob medida para você. Da Oscar Freire à José Paulino, são cerca de 240 mil lojas, mais de 60 shoppings e 59 ruas especializadas em 51 segmentos.

A capital paulista também é destino de negócios. Os principais encontros e 75% das grandes feiras nacionais são realizadas aqui: são cerca de 90 mil eventos por ano - um a cada seis minutos. Somando o número da movimentação comercial autóctone com as que a cidade sedia, São Paulo é responsável por 15% do PIB brasileiro.

Viagens internacionais pelo mundo. Brasil: Rio de Janeiro

Praias, música e cultura fazem do Rio de Janeiro uma cidade verdadeiramente maravilhosa.


Eis que um dia alguém resolveu combinar em um mesmo lugar do globo morros com pedras bem altas de onde se poderia ver o horizonte, praias de águas azuis e areias branquinhas, salpicou florestas tropicais com uma enorme diversidade de flores, pássaros e bichos silvestres, adicionou algumas lagoas, um clima paradisíaco e ficou esperando que uma porção de gente que por ali se fixou terminasse sua obra de arte. Nascia o Rio de Janeiro.

Com 5,8 milhões de habitantes, a capital fluminense é o principal pólo turístico do país e, há décadas, um dos primeiros destinos lembrados por estrangeiros que planejam visitar a América Latina. Colaboram para a fama o Samba e o Carnaval, que em 2006 ganharam o complexo de lazer Cidade do Samba, na zona portuária.

Nos anos dourados, o Rio foi apresentado como um estado de espírito. "Pra que chorar, pra que sofrer? Se o sol já vai raiar, se o dia vai amanhecer..." O carioca autor da canção enxerga na paisagem poderes miraculosos, capazes de aliviar a dor, sobretudo a dor de cotovelo. Vinícius de Moraes, diplomata e sambista, compõe com centenas de artistas e escritores um acervo sentimental que faz os brasileiros acharem que conhecem o Rio sem terem ido lá.

Não existem praias e monumentos mais cantados em versos do que Ipanema, Copacabana e o Cristo Redentor, também exibidos à exaustão em novelas, filmes e telejornais. Mas qualquer tela será pequena para a Baía de Guanabara e para os contornos monumentais do relevo que enlaça a mata e o oceano. E a brisa dos trópicos só pode ser sentida no rosto ao vivo. Mesmo pilotos que enxergam tudo do alto pela enésima vez se surpreendem: haverá sempre uma espuma distinta nas ondas, um recanto onde uma chuva recente torna o verde gritante ou um corajoso montanhista tentando escalar a Pedra da Gávea.


La Ville Merveilleuse

Foi em francês que a expressão "Cidade Maravilhosa" se fez ouvir pela primeira vez, batizada assim por Jeanne Catulle Mendes, em 1912. Virou hino informal na marchinha de André Filho, no Carnaval de 1935, aquela dos "encantos mil" e "coração do meu Brasil". Entre uma e outra rima pobre, brotou na Avenida Atlântica o Copacabana Palace, hotel inaugurado em 1923 que estabeleceu novos padrões de luxo e glamour para a cidade.

O Rio tirou o posto de capital federal de Salvador em 1763 e perdeu o troféu para Brasília em 1960. Foi sede do império português a partir de 1808, do Brasil independente (ainda monarquista) e depois capital republicana. Os mais de 230 anos de supremacia na política rechearam a cidade de prédios históricos e acervos valiosos como a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes e o Teatro Municipal.

Um dia de chuva num balneário pequeno pode ser desesperador. Não no Rio: são dúzias de centros culturais e museus para visitar, alguns com paisagismo de Burle Marx, mais as igrejas de ricos interiores do Brasil Colônia e uma lista formidável de templos da gastronomia, da Confeitaria Colombo dos tempos de Olavo Bilac aos botequins freqüentados por celebridades e poetas contemporâneos.

As trilhas sonoras

É dos mais tristes paradoxos para o turista, este de precisar esconder as máquinas de filmar ou fotografar com medo de assalto, num dos lugares mais fotogênicos do planeta. Notícias diárias de violência urbana podem intimidar a viagem, como se os problemas originados pela desigualdade social não fossem alarmantes em todas as grandes cidades brasileiras.

O uso do transporte público requer cuidados. Na dúvida, é melhor optar pelo táxi ou pelos passeios em vans e jipes das agências locais de turismo. Prefira percorrer a região da Cinelândia nos dias de semana, em horário comercial. Não se vista como um extraterrestre endinheirado. Evite os parques e as feiras de camelôs à noite, obviamente, e utilize o cofre do quarto de hotel, se oferecido.

Bailes funk podem ser traumáticos, e ver as favelas como um equilíbrio exótico de submoradias também. Como escreveu o economista Carlos Lessa em "O Rio de Todos os Brasis", "o carioca não tem medo da multidão, tem medo, sim, da praça vazia".

Para branquelos em geral, a melhor parte de planejar uma viagem ao Rio não é ficar experimentando trajes de banho para desfilar no calçadão. Nem acreditar que, de tão acostumados que estão, os cariocas não caem mais na risada diante dos passistas desajeitados. Mesmo antes de percorrer a Lapa boêmia de Madame Satã, o bom é saber que a trilha sonora já vem pronta na cabeça.

Noel Rosa, Cartola, Tom Jobim, Vinícius, João Gilberto, Miúcha, Nara Leão, Chico Buarque, Elza Soares, Cazuza, Marina Lima e Paulinho da Viola, entre tantos outros, já desenharam a geografia física e sentimental da cidade. A segunda melhor parte é ficar na praia adivinhando em que grãos de areia ou quiosques esse pessoal andou pisando da última vez em que foi visto diante das ondas.

Viagens internacionais pelo mundo. Brasil: Maceió

Boa, bonita e mais barata do que outras capitais do Nordeste brasileiro, Maceió é generosa


Bom, bonito e mais barato do que as outras famosas capitais do Nordeste. Assim é Maceió, destino generoso, que franqueia suas principais atrações sem abalos sísmicos nos gastos da viagem e ainda incentiva os visitantes a conhecer boa parte de Alagoas. Ninguém visita Maceió sem sair da cidade por um ou mais dias.

A beleza da capital se revela no marzão verde fazendo a moldura de quilômetros de calçadão, nas praias de Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, as mais freqüentadas. Nos meses de verão, com céu sem nuvens e pouco vento, a água fica tão transparente que parece ser iluminada por baixo. Completam o cartão-postal aqueles coqueiros de troncos inclinados em ângulos improváveis, de tão agudos. Esculturas gigantes que o vento foi entortando, e a natureza concordou em deixar assim, para as fotos.

Em Maceió, sorvetes custam centavos, caipirinhas têm preço de cerveja e as tapiocas dos quiosques, fartas, valem por um almoço rápido. Por alguns trocados, caldinhos de sururu e camarão aquecem o corpo antes do forró ou de longas caminhadas pela orla. Na hora de escolher as lembranças da viagem, os preços nas feiras de artesanato convidam a levar peças com a renda filé para mais pessoas da família.

Os chamados "superdescontos" nos passeios ao sul e ao norte de Maceió -praia do Francês, foz do rio São Francisco e galés de Maragogi, por exemplo- criaram a cultura do movimento constante entre os turistas. As agências locais chegam a oferecer três pacotes, de um dia cada, pelo custo de dois. Às vezes, a facilidade para partir de van e mergulhar numa praia a 80 km do hotel vira maratona. Existem até passeios de um dia para Recife e Olinda, a 260 km de distância, o que é um desperdício, considerando o tamanho e a importância histórica das duas cidades pernambucanas.

Quem resiste bravamente aos apelos e decide permanecer na capital tem boas opções para preencher manhãs, tardes e noites. A fim de conhecer as piscinas naturais da praia de Pajuçara, é bom checar o horário da maré baixa já no café da manhã. Ela surge com precisão cirúrgica nos jornais locais: será às 9h37min, ou às 12h09min, o que significa a hora ideal para estar chegando por lá, a 2 km da orla, no embalo da jangada.

Marés baixas de 0,1 m até 0,3 m são as mais convidativas. Os guias falam em 'maré zero dois' como se a medida fosse de compreensão universal... 'zero dois' ou 0,2 m no ponto mais baixo pode significar água pelos joelhos, a chance de sentar na areia em alto-mar, a exposição completa dos delicados bancos de corais, que abrigam os peixes e ainda filtram a água das impurezas. Piscina, em Alagoas, quer dizer água rasa, transparente, para nadar e mergulhar sem medo das ondas e da correnteza.

Seguindo o roteiro aquático, a gigantesca lagoa Mundaú merece uma tarde inteira, para percorrer as suas ilhas e manguezais de barco e ainda curtir o pôr-do-sol na companhia das rendeiras, artesãos e pescadores do Pontal da Barra.

Capitais como Recife e Salvador são mais bem servidas de museus modernos e igrejas barrocas do que a capital de Alagoas. Mas em anos recentes a novidade dos museus e monumentos à beira-mar, em pleno calçadão, conseguiu aproximar a história do Brasil dos banhistas de Maceió.

A partir do final da tarde, quando o horizonte até então azul ou verde ganha tons alaranjados, os calçadões da orla de Maceió revelam as suas vantagens em relação a praias urbanas de vários pontos do país. Eles são largos, com trechos de grama, pracinhas, ciclovias, pista para corrida, e abrigam barracas e restaurantes de gastronomia diversificada, não apenas as bebidas e lanches dos quiosques. É possível programar um jantar completo, com iluminação romântica e música ao vivo, na companhia permanente do mar.

Os moradores aconselham evitar o mês de agosto para viagens de lazer a Maceió. Venta demais, o que prejudica passeios de barco e de jangada. De maio a agosto, chuvas e ressacas podem turvar a água, que se revela mais cristalina no auge do verão, de dezembro a fevereiro.

Em Maceió vivem cerca de 890 mil habitantes, ou quase um terço da população do Estado. Alagoas tem um dos menores PIB per capita do país, o que se reflete nas altas taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo. Os preços em conta não são uma gentileza da indústria do turismo, mas também um espelho do que a população pode pagar quando vai à praia.

Aproveite os serviços das vans e ônibus dos receptivos: eles oferecem deslocamentos seguros e rápidos, numa região com raras rodoviárias. Quem viaja com duas ou mais pessoas pode negociar passeios mais privativos com os taxistas, com horários flexíveis rumo a São Miguel dos Milagres, Japaratinga ou Maragogi, esta já perto de Pernambuco. Nas rodovias da Costa Dourada, o mar compete com os quilômetros de canaviais para ver qual dos dois é mais verde.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Viagens internacionais pelo mundo. Oceania: Sydney

Menina-dos-olhos da Austrália, Sydney é vibrante, tem belas praias e um povo pra lá de hospitaleiro


Principal destino turístico da Austrália, Sydney é dinâmica, cosmopolita e elegante. A cidade mais famosa do país é também multicultural, carrega um quê de Europa, com uma pitada de Brasil e um pouco de Estados Unidos. Isso para citar apenas três influências. Não é à toa que a capital do Estado de New South Wales é um dos lugares que atrai mais imigrantes no mundo.

Em Sydney, a vida ao ar livre é levada a sério. A cidade é conhecida por cultuar corpos sarados e bronzeados e por ser meca de surfistas. Nas 40 praias da baía perfeitamente recortada, turistas e sydneysiders, como são conhecidos os moradores de lá, disputam um espaço na areia e um lugar ao sol. Os pontos preferidos para se jogar ao mar são Bondi Beach e Manly, ao norte de Sydney, onde só é possível chegar de balsa, em uma travessia com uma vista de tirar o fôlego.

Arte UOL
Saindo das praias, mas ainda na baía, o porto de Darling Harbour é o lugar onde ferve o agito turístico. É dali que se entra para o centro nervoso da cidade, o chamado Central Business District, ou CBD, onde uns poucos arranha-céus cortam largas avenidas. A região guarda os principais hotéis, restaurantes e bancos locais, além dos dois maiores cartões-postais da cidade, a Harbour Bridge e a Sydney Opera House. Passeios não faltam.

Diversão e hospitalidade australiana

Não é só de belezas naturais e construções grandiosas que vive a fama de Sydney. A cidade australiana tem um povo caloroso e uma atmosfera bastante amigável. Os sydneysiders são desencanados e quase sempre estão prontos para ajudar. A presença dos imigrantes, muitos deles brasileiros, também ajuda -não é difícil cruzar com alguém falando português pelas ruas de Bondi Beach, por exemplo.

Para as horas de diversão e relaxamento, bares, baladas, pubs e restaurantes de todos os tipos e para todos os gostos fazem a cabeça dos viajantes. Entre as festas mais famosas de Sydney, está o Réveillon à beira da baía. Assim como no Rio de Janeiro, há uma enorme queima de fogos que costuma atrair milhões de moradores e turistas do mundo inteiro.

Sydney é uma metrópole de muitas facetas, que nada deixa a dever as outras grandes cidades do mundo, como Nova York, Londres ou Paris. A distância é inegável, a cidade fica quase do outro lado do planeta, mas do que isso importa quando os encantos também são indiscutíveis?
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